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Hospital de Patos enfrenta uma grande demanda principalmente por problemas respiratórios e acidentes automobilísticos

08/07/2019 às 11:07

As bruscas mudanças climáticas e os acidentes automobilísticos lideram os motivos de internamento no Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC). Nos últimos trinta dias, a unidade, que integra a rede estadual de saúde, absorveu uma alta demanda e, por causa disso, não raro, durante o mês de junho e começo de julho, pacientes precisaram ficar esperando nas áreas verde e amarela pela desocupação de um leito. O Hospital, que é referência em urgência e emergência para mais de 60 municípios da região, tem 130 leitos, que se distribuem em diversas enfermarias, sendo seis deles na UTI.

Somente no mês de junho, o Complexo registrou 2.845 atendimentos de urgência e emergência, 660 atendimentos ambulatoriais, 544 internações, além de 272 cirurgias, sendo 123 ortopédicas, 57 oncológicas, mais 44 cirurgias gerais, 33 vascular, 12 bucomaxilo e três de urologia. No mês do São João e São Pedro, quando a população flutuante na cidade de Patos aumenta, consideravelmente, o hospital registrou uma média de 121 pacientes/dia.

O coordenador de Urgência e Clínica Médica do Hospital, Dr. Sávio Pereira, explica que essa alta procura é sazonal e se repete todos os anos neste período junino. “Devido as mudanças climáticas os quadros de doenças respiratórias se elevam em um nível alarmante.  Sem falar que nas épocas festivas, como São João e São Pedro, há um aumento muito grande no número de acidentes e, consequentemente, de fraturas. A quantidade de pacientes com quadro respiratório é gigante, desde uma gripe até problemas mais graves como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica exacerbada (DPOC), causada normalmente por tabagismo de longa data, e Pneumonia (PNM)”, explica o médico, lembrando que algumas internações registradas em junho foram de pacientes que fizeram o retorno pós alta. “Devido a fumaça e a mudança de clima os problemas respiratórios se agravam e são recorrentes nesta época do ano”, reitera Dr. Sávio.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, reitera que a unidade tem buscado atender a demanda de pacientes da melhor forma possível, mas que é preciso que a população entenda que há um limite físico para internações. “Nós não podemos internar mais gente do que o quantitativo de leitos disponíveis, pois a nossa capacidade de atendimento para internação esbarra nesse quantitativo de leitos, mas, em breve, estaremos ampliando o número de leitos, inclusive de UTI, de equipes, com a inclusão de serviços especializados que, atualmente, só são realizados no Hospital de Trauma de Campina Grande”, destaca a diretora, lembrando que todos os pacientes que procuram o hospital são atendidos.

 

Fonte: Patosonline

 

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